A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) celebra 167 anos como uma das mais importantes expressões do cristianismo reformado em nosso país.
As raízes da IPB remontam à Reforma Protestante do século XVI, movimento que resgatou doutrinas centrais como a soberania de Deus, a autoridade das Escrituras e a salvação pela graça mediante a fé.
No Brasil, a história da Igreja Presbiteriana começa oficialmente em 12 de agosto de 1859, com a chegada do missionário norte-americano Rev. Ashbel Green Simonton ao Rio de Janeiro e num curto período, em seu ministério, esse jovem pastor, ele: 1. Fundou a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (Catedral); 2. Criou o primeiro jornal (Imprensa evangélica – 1864); 3. Organizou o Presbitério do Rio de Janeiro (1865); 4. Fundou uma escola paroquial anexa à Igreja Presbiteriana do Rio;5. Fundou um seminário para formar pastores (1867); 6. Traduziu o Breve Catecismo de Westminster e outras obras. Mesmo com a morte precoce de Simonton em 1867, o trabalho não cessou.
Celebrar 167 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil é reconhecer a graça de Deus que sustentou essa obra desde seus primórdios. É lembrar de homens e mulheres que, com coragem e fé, plantaram, regaram e edificaram a igreja. E, acima de tudo, é renovar o compromisso com o futuro, permanecendo fiel ao evangelho, à sã doutrina e à missão de fazer discípulos de todas as nações.
No texto de Atos 13.1-3 somos desafiados a pensar no tema: “Missio Dei: O Espírito Santo e a Igreja na Missão de Deus”, esse texto apresenta a missão como uma iniciativa essencialmente divina. Desde o Antigo Testamento, Deus se revela como aquele que chama, envia e capacita o seu povo, evidenciado no chamado de Abraão e culminando na obra redentora de Cristo e na atuação contínua do Espírito Santo. Assim, a missão não nasce na igreja, mas em Deus, sendo a igreja participante desse movimento.
Dentro dessa perspectiva, destaca-se a dinâmica trinitária da missão: o Pai envia, o Filho executa a obra da redenção, o Espírito Santo aplica essa obra e permanece com a igreja, e esta, por sua vez, cumpre o chamado missionário. A missão da igreja está inserida nesse fluxo do “enviar”, sendo expressão da vontade soberana de Deus.
A partir disso, somos desafiados a entender dois tópicos principais.
Primeiramente, a igreja é cooperadora na missão. Essa cooperação se manifesta por meio do serviço, da oração e do jejum. A igreja de Antioquia estava ativamente envolvida na adoração e no ministério, demonstrando dependência de Deus e seriedade espiritual. Além disso, ela era sensível à voz do Espírito, discernindo sua vontade e respondendo com obediência, evidenciada na imposição de mãos e envio de Barnabé e Saulo.
Em segundo lugar, o Espírito Santo é o agente principal da missão. O livro de Atos revela sua atuação constante, guiando, direcionando e enviando os servos de Deus. Ele conduz a expansão do evangelho, quebra barreiras e capacita a igreja para cumprir sua vocação.
Conclui-se que a missão pertence a Deus, é conduzida pelo Espírito Santo e envolve a participação obediente da igreja. Portanto, cabe à igreja viver em dependência espiritual, sensível à voz de Deus, comprometida com a oração e disposta a ser enviada para a proclamação do evangelho.
No amor de Cristo, Rev. Márcio Leão